Os efeitos da pandemia nos estudos de universitários indígenas

Os efeitos da pandemia nos estudos de universitários indígenas

Um dos grupos sociais mais atingidos pela pandemia da Covid-19 foi o dos indígenas, especialmente no que diz respeito à formação educacional.

Estudantes nativos relatam as dificuldades pelas quais passaram assim que o problema começou.

 A universitária Maria da Penha, 25 anos, por exemplo, conta que enfrentou diversos problemas para continuar no curso de serviço social da Universidade de Brasília (UnB). A estudante indígena – que faz parte do povo Atikum – morava em Brasília desde que ingressou no ensino superior em 2019.

Com o começo da pandemia, em março passado, ela precisou deixar a Capital Federal e voltar para sua aldeia no município de Carnaubeira da Penha, no sertão de Pernambuco.

Em agosto do ano passado, quando as aulas remotas da UnB começaram, vieram junto as dificuldades (como a falta de um computador e uma conexão de internet bem precária).

É fato, problemas de conexão, que costumam afetar até estudantes que moram nos centros urbanos, ganham outra proporção quando se trata de quem mora em áreas rurais ou terras indígenas.

A estudante Penha diz que, por este problema, perdeu vários dias de aula. Porque não conseguia conectar.

Problemas como os enfrentados por Penha vêm sendo enfrentados por outros milhares de universitários indígenas no país.

O estudo a distância – improvisado em meio à pandemia – encontra problemas, como a falta de aparelhos eletrônicos, internet ruim, falta de apoio pedagógico e ausência de local adequado para os alunos estudarem.

Especialistas não têm um bom prognóstico para a situação. Eles consideram que a inclusão de indígenas no ensino remoto tem sido extremamente precária.

E que o problema deve se estender por mais tempo, visto que – por conta da piora do cenário da pandemia no Brasil nos últimos meses – muitas instituições de ensino vivem um período de incerteza em relação ao retorno das aulas presenciais.


[Fonte: G1 // Educação]